3 desafios que a gestão em Saúde pode otimizar com o low-code

Conheça os gargalos mais comuns de organizações de Saúde que podem ser otimizados pelo uso de plataformas que permitem à equipe interna de TI criar programas sem um desenvolvedor

Todo software é construído a partir de códigos-fonte que garantem a execução de todas as etapas previstas no sistema. E, para isso, existem milhões de linguagens de programação que podem ser usadas pelos chamados desenvolvedores, que são profissionais bastante experientes, muito requisitados e, portanto, de alto custo para a gestão em Saúde. Mas em 2014, ano em que foi criado o low-code, ou”pouco código”, esse cenário começou a mudar.  

“As tecnologias de low-code foram criadas para permitir a construção de programas a partir de pouco código e, por isso, seu uso não requer mais a presença de um desenvolvedor, basta que a própria equipe de TI em Saúde tenha entendimento básico e técnico da ferramenta”, constata Sócrates Cordeiro, cientista da computação com MBA em ciência de dados e diretor da unidade de negócios de gestão estratégica e qualidade da MV.  

Esse entendimento, segundo Cordeiro, pode ser aprendido rapidamente, até mesmo pelo formato EAD: “Nós preparamos vídeos tutoriais de aprendizado da ferramenta que vão facilitar a adaptação da equipe de TI ao low-code . Depois disso, vai da criatividade de cada gestor e sua equipe em criar funcionalidades específicas para sua operação.”  

Conheça a seguir três desafios que podem ser rapidamente solucionados a partir da adoção de ferramentas de low-code:     

1. Adaptar processos internos nos sistemas de gestão existentes 

As plataformas low-code permitem customizar processos que utilizam algum sistema de gestão existente, fazendo com que campos ou etapas que não existem nas telas atuais possam ser desenvolvidos ou conduzidos pelo que foi feito no low-code, de acordo com o fluxo próprio da instituição. Pense, por exemplo, em um processo de contratação de funcionários pelo RH que atualmente é feito por meio da troca de mensagens de e-mails e, portanto, está sujeito a falhas humanas. Sistematizar esse processo em uma ferramenta low-code, além de ser muito simples, permite com que algo que antes era manual, se torne sistêmico e ganhe o devido monitoramento. “Mesmo quando há software específico no mercado para otimizar esse tipo de processo, é comum que o gestor precise customizar algumas etapas. E as tecnologias low-code fazem exatamente isso, elas melhoram e complementam algo que já existe a partir de uma criação com pouco código para que a gestão em Saúde tenha a solução que responde às suas necessidades”, descreve Cordeiro, deixando claro que essa ferramenta é de fácil integração com os demais softwares 

 2. Criar soluções próprias com a equipe de TI 

“Além da customização, o low-code permite que a gestão em Saúde tenha a autonomia de criar processos muito específicos para a instituição. Isso é importante porque frequentemente há processamentos que não existem em nenhum sistema de gestão disponível do mercado”, esclarece o diretor. Com a vantagem de que tudo pode ser feito internamente, com uma equipe de TI  treinada para o uso de pouco código, e sem o alto custo de contratar profissionais desenvolvedores para essas tarefas pontuais.  

 3. Reduzir a demanda da TI por processos que podem ser automatizados 

A própria equipe de TI que operacionaliza as ferramentas de low-code pode criar processos dentro do sistema para otimizar seu atendimento. “Há casos de clientes que conseguiram reduzir o tempo da equipe de tecnologia da instituição no atendimento de chamados simples, que agora são resolvidos com um passo a passo criado pela plataforma low-code, para que eles pudessem focar em atividades mais estratégicas”, exemplifica Cordeiro.  

O especialista da MV ainda deixa claro que as equipes de TI devem encarar as ferramentas low-code como grandes aliadas em sua produtividade. “Esse tipo de tecnologia é totalmente baseada em processos. E a gestão de processos internos costuma ser o calo de praticamente todas as organizações de Saúde”, enfatiza o diretor.  

E, mesmo para aqueles que já têm processos internos bem desenhados, o low-code pode ser usado para uma análise sistemática da operação, potencializando a Saúde Digital como um todo. 

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