Medicina diagnóstica em 2022: aquecimento para a JPR

A atual necessidade de reorganizar a gestão da medicina diagnóstica para o trabalho híbrido requer soluções tecnológicas que evitem erros de comunicação e reflitam na melhor qualidade do laudo

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Todo o trabalho remoto realizado nos últimos dois anos nos centros de diagnóstico por imagem trouxe consequências diretas para a medicina diagnóstica. O médico, o paciente e até o departamento de TI, todos foram diretamente afetados por decisões imediatas que precisaram ser tomadas a partir da urgência da pandemia. E, mesmo com o suporte do uso do PACS, o reflexo imediato na área assistencial foi o aumento dos erros de comunicação e a dificuldade de treinamento de profissionais, que refletiram na qualidade do laudo apresentado e, consequentemente, na qualidade do diagnóstico realizado e no desfecho clínico dos pacientes.  

Por isso em 2022, enquanto a gestão de medicina diagnóstica se prepara para o enfrentamento desses desafios, muitas soluções a partir do uso da tecnologia serão apresentadas na Jornada Paulista de Radiologia, a JPR 22, que volta a ser um evento presencial e é realizada entre os dias 28 de abril e 01 de maio, no Transamérica Expo Center, em São Paulo. 

Onde estamos 

“A pandemia exigiu que os médicos radiologistas mais experientes fossem os primeiros a precisar trabalhar em casa, para cumprir as medidas de isolamento social necessárias. E, com essa distância entre mentores e mentorados, que permaneceram nos centros diagnósticos, foram muitos os erros de comunicação vivenciados nesse tempo”, descreve Christiano Berti, diretor da unidade de medicina diagnóstica da MV, contando as expectativas do setor. “Agora, com o fim das medidas mais restritivas de isolamento social, o profissional da medicina diagnóstica se prepara para realizar um trabalho híbrido, e precisa que a tecnologia o acompanhe nesse processo.” 

A infraestrutura de TI para comportar um modelo de gestão no qual os profissionais possam estar distribuídos em diferentes locais é, portanto, uma das maiores preocupações atuais. “Muitos questionamentos estão sendo feitos neste momento sobre como será essa divisão do trabalho. Por exemplo: o radiologista vai precisar carregar consigo todos seus equipamentos? E os monitores mais potentes, podem ir para a casa do médico? A internet será boa o suficiente para carregar via PACS as imagens médicas necessárias ao laudo?” 

Na atual radiologia digital, além de todas essas importantes questões sobre o hardware, também há melhorias endereçadas aos softwares, como o PACS e o RIS,  que visam um laudo de maior qualidade com a garantia de segurança da informação no uso dos sistemas. “Com a LGPD, a questão da segurança no trabalho híbrido é ainda mais relevante e, por isso, já existem soluções que garantem autenticação em múltiplas etapas, incluindo SMS, reconhecimento facial e/ou token, para aumentar a segurança dos dados”, diz Berti. 

Para onde vamos 
A JPR 2022, portanto, é o local onde serão apresentadas as soluções para essas e outras dores da gestão da medicina diagnóstica. Entre elas, listamos alguns destaques:  

  • Mais segurança no acesso: O multi-factor authentication (MFA), ou autenticação multi-fator, em bom português, adiciona mais etapas, além de senha e usuário, para liberar o acesso ao sistema com maior segurança. Entre elas uso de SMS, reconhecimento facial ou token.
  • Portal de exames por imagem: Com ele, todo resultado de exame publicado é facilmente acessado pelo paciente, o que ajuda a reduzir o alto índice de exames cujos resultados nunca são buscados. Já para o médico solicitante, a principal vantagem é que ele pode fazer certas manipulações nas imagens, como dar zoom. E tudo isso pode ser feito via web ou pelo celular.
  • Identificação automatizada de criticidade nos laudos: O módulo RADS é um importante sistema de apoio à decisão médica, já que aponta padrões de criticidade do exame e do laudo para ajudar o médico na investigação de sua hipótese diagnóstica. Há ainda o BI-RADS (Breast Imaging and Reporting Data System), específico para exames de mama, e PI-RADS, para exames de próstata e o TI-RADS, para tireoide. 
  • PACS-Admin: Trata-se de um monitor que analisa padrões de eficiência do processo e, com isso, dá suporte ao profissional administrador do PACS. Como um centro de comando, esse produto faz checagens preventivas de regras de negócio que podem induzir ou levar a erros, como, por exemplo, a checagem final diária entre laudos e exames realizados.  

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